Exemplo de uma implantação do Service Desk em uma Empresa

Este é um exemplo didático no caso citado é do processo de implantação do Service Desk na Empresa CASSI – Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

A Empresa – (Patrocinador)

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI) é uma empresa de autogestão em saúde fundada em 27 de janeiro de 1944 por um grupo de funcionários do BB. O objetivo era ressarcir as despesas de saúde dessa população. Com 66 anos de existência, a CASSI é hoje uma das maiores instituições sem fins lucrativos administradoras de planos de saúde do País. Atualmente tem mais de 817 mil participantes.

Problematização

A Empresa trabalha com diversas ferramentas, aplicativos e softwares, em suas 27 unidades operacionais. Com isso, surgem diversos problemas, erros, dúvidas, necessidades e até esclarecimentos, sendo assim, foi elaborado um projeto para atender esses clientes internos criando um único ponto de contato entre os provedores de serviços e os usuários no dia a dia.

Proposta

Service Desk

É o único ponto de contato (SPOC) entre os provedores de serviços e os usuários no dia a dia. Como ponto focal para reportar incidentes e abrir chamados de serviços, é responsabilidade do Service Desk manter os usuários informados sobre os eventos de serviços, ações e resoluções de suas questões. O Service Desk está na linha direta do impacto do SLA, por isto necessita de rapidez no fluxo de informação.

Gerência de Incidentes

É responsável pela restauração da operação de um serviço com o menor tempo possível, a fim de minimizar os aspectos negativos sobre a operação dos negócios, garantindo os melhores níveis de qualidade e disponibilidade para os usuários.

Gerência de Problemas

Para a gerência de problemas é necessário a integração de alguns processos, principalmente o de Incidentes, que garantirá a correta informação a fim de identificar efetivamente e eficientemente a causa do incidente e tendências. Também é necessário que a gerência de problemas esteja próxima ao processo de gerência de disponibilidade para identificar estas tendências e remediar ações. Isto se dá através da investigação, diagnóstico e solução de problemas.

Gerência de Disponibilidade

É responsável pelo desenho, implementação, medição e gerência dos serviços de TI, garantindo que a disponibilidade do negócio seja consistentemente alcançada. A gerência de disponibilidade requer um conhecimento profundo das razões de porque o serviço de TI falhou e o tempo que se levará para que volte a normalidade. O gerenciamento de incidentes e de problemas está muito integrado, provendo informações que asseguram ações corretivas apropriadas.

Gerência de Mudanças

Garante que seja dada a todas as partes afetadas por uma mudança a oportunidade de acompanhar e entender os impactos da mudança. As gerências de configuração, mudança e implantação são pontos chaves para prover e agregar valor as informações necessárias a uma mudança. Os usuários precisam saber exatamente qual o processo para a requisição de uma mudança e seus impactos.

Gerência de Configuração

Assegura que apenas componentes autorizados (itens de configuração – software, hardware, documentos, processos, procedimentos e outros ) são usados no ambiente de TI, e que todas as mudanças nestes componentes serão gravadas e rastreadas durante todo o ciclo de vida do componente.

Gerência de Implantação

Coordena e gerencia implantação de novos produtos ou atualizações tecnológicas no ambiente operacional. Através do seu planejamento, validação e instalação, implementa de forma controlada e sistemática a nova tecnologia.

Gerência do Nível de Serviço

Permite entregar exatamente o que foi acordado, garantindo que a qualidade dos serviços prestados atendem às reais necessidades do negócio. Com este novo conceito integraremos as equipes de atendimento ao usuário e suporte a hardware, com profissionais que apresentem um perfil mais amplo, podendo assumir responsabilidades de forma mais flexível atendendo ao dinamismo do negócio.

Linha do Tempo do Projeto

Linha do Tempo


Modelagem

Modelagem
Termos de Referência Identificação Descrição Inserção Aprovisionamento e Controle Apresentação (Fases da Modelagem)
Verificar o local aonde será alocado o Service Desk; Levantamento dos Requisitos; Estudo das Oportunidades Como atender e resolver todas as solicitações, problemas, dúvidas e esclarecimentos que o cliente deseja Local aonde será alocada a central de Service Desk Verificar o ambiente se vai ser Windows ou Linux; Aplicativos gratuitos, pagos ou desenvolvidos (customizado) Qual a forma de contratação? (Terceirizado, CLT, PJ, etc.) Estrutura (Máquinas, Funcionários – Salários, Softwares, Ambiente Físico, Contas (Água, Luz, Telefone), Hardware)
Criar Manuais de Procedimentos Propor um conjunto com vários softwares para assim, ter uma integração da solução Construir uma forma de readequar os problemas similares para resolução rápida e eficaz Empregar o máximo de pessoas qualificadas da região; Estudo de valores na empresa (financeiros – bens tangíveis e não-financeiros bens intangíveis) Levantamento de tudo o que pode interferir no projeto (Investimento insuficiente, stakeholders desistirem, mudanças de escopo, etc.)
Levantamento de quantos usuários, quantos softwares, quantos aplicativos, quantos funcionários serão necessários, etc. Local com pouco barulho, boa entrada de luz, ambiente espaçoso Empregar pessoas com deficiência, mas que sejam aptas para as atividades de Service Desk Solução (de rede, intranet, Internet, acessos, nível de conhecimento dos funcionários, ambiente físico) Finalização nas atividades de Estudo de Viabilidades e começar o Projeto
Regras de Negócio Procedimento do fluxo de atendimento (desde a abertura até a finalização do chamado) Protótipo, visualização e entendimento (interface) Realizar um estudo de como será implantado a visão sistêmica (visão por processos)
Acordo e Níveis de SLA. Revisão e correção das etapas anteriores

Definição do modelo de qualidade

No Projeto de Implementação de Service Desk será escolhido o modelo de qualidade e o Modelo de Gestão ITIL. O MPS.BR ou Melhoria de Processos do Software Brasileiro é simultaneamente um movimento para a melhoria da qualidade (Programa MPS.BR) e um modelo de qualidade de processo (Modelo MPS) voltada para a realidade do mercado de pequenas e médias empresas de desenvolvimento de software no Brasil.

Ele é baseado nas normas ISO/IEC 12207 e ISO/IEC 15504 e na realidade do mercado brasileiro, bem como é compatível com o CMMI.

No Brasil, uma das principais vantagens do modelo é seu custo reduzido de certificação em relação as normas estrangeiras, sendo ideal para micro, pequenas e médias empresas.

Práticas serão utilizadas

MA-MPS – Método de avaliação para melhoria do processo de software e Modelo de Gestão ITIL.

Tem como objetivo orientar a realização de avaliações, em conformidade com a norma ISO/IEC 15504, em empresa e organizações que implementaram o MR-MPS. Avaliação MA-MPS:

Equipe de avaliação e auditoria: 3 a 8 pessoas, sendo:

1 Auditor Líder

no mínimo 1 Auditor adjunto

no mínimo 1 Especialista da empresa

Duração: 2 a 4 dias;

Validade: 2 anos;

***Obs:  Dessa avaliação que o restante dos prazos serão definidos.

Estruturação da Avaliação/Auditoria:

Planejar e preparar auditoria

Plano de Avaliação / Descrição dos indicadores de processo;

Conduzir Auditoria

Resultado da Auditoria;

Relatar resultados

Relatório da avaliação;

Registrar e publicar resultados

Controles

Análise dos Processos:

1.1 – O processo é executado;

2.1 – O processo é gerenciado;

2.2 – Os produtos de trabalho do processo são gerenciados;

3.1 – O processo é definido;

3.2 – O processo está implementado;

4.1 – O processo é medido;

4.2 – O processo é controlado;

5.1 – O processo é objeto de inovações;

5.2 – O processo é otimizado continuamente;

5.3 – Revisão dos Manuais e Procedimentos.

Perfis profissionais

Serão necessários atendentes 1º nível (operadores), atendentes 2º nível (atendentes com mais experiência), analistas (pessoas com maior conhecimento e experiência no ramo), supervisor (efetuar o monitoramento, controle e transparência) e Coordenador (Manter equipe e equipamentos funcionando).

Competências, habilidades e atividades

Atendente de 1º Nível: atender, esclarecer e efetuar o primeiro atendimento aos problemas relatados pelos usuários, se necessário repassar o chamado para o próximo nível.

Atendente de 2º Nível: efetuar o segundo atendimento aos problemas relatados pelos usuários, se necessário repassar o chamado para o próximo nível.

Analistas: analisar e resolver o problema, propor melhorias, ferramentas, aplicativos e soluções para evitar que ocorra.

Supervisor: gerenciar os atendentes, níveis de SLA, administrar e monitorar as ligações.

Coordenador: Coordenar toda equipe, relatórios gerenciais, etc.

Perfil (Cargos e Salários):

Atendente de 1º Nível: 01 salário mínimo e meio, + CLT.

Atendente de 2º Nível: 03 salários mínimos + CLT

Analistas: 10 salários mínimos + CLT

Supervisor: 15 salários mínimos + CLT

Coordenador TI: 20 salários mínimos + CLT

Escolher a Tecnologia (Inovação) / e o porquê da escolha 03 critérios / justificativa.

Fazer uma licitação/tomada de preço para uma empresa disponibilizar todos os recursos necessários porque assim fica mais barato, a empresa irá prestar o suporte, vai distribuir os recursos quando a empresa necessitar e também pode prolongar o vínculo sem a necessidade de nova licitação/tomada de preço.

Parque Tecnológico

Computadores com configuração básica: 01 Giga de memória RAM, Ambiente Windows / Linux (definido no Estudo de Viabilidades), Antivírus, Softwares para auxilio no atendimento, infra-estrutura e instalações de acordo com a ISO.

Custos (por profissional, tecnologia, infra-estrutura, formação da equipe)

Esses custos serão todos terceirizados e de acordo com as ISOs.

Tempo

Terá um início estipulado pela necessidade dos clientes, um desenvolvimento e fim quando tudo estiver ordenado e todos os recursos funcionando.

Áreas do Conhecimento (PMBOK – 9 +1(no mínimo)).

PRAZO AQUISIÇÕES COMUNICAÇÃO
CUSTO INTEGRAÇÃO RISCOS
RH QUALIDADE ESCOPO
POLÍTICA (melhor relacionamento com cliente) TREINAMENTO (para atender os clientes com maior destreza, cordialidade e conhecimento dos aplicativos)

Patrocinadores.

Neste caso a empresa citada é a CASSI, seria a Diretoria da Empresa.

Mas pode ser implementada em outras empresas como: Empresas de TI, Empresas de Telecom, Fábrica de softwares, Empresas de Marketing, etc.

Sobre alexandrecreis

Estudante de Gestão de Projetos que criou este blog para discutir e como o objetivo é disseminar conhecimento, vou indicar posts de outros blogs e noticias sobre a relação com os assuntos divulgados.
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